Compra pela internet, não tenha medo é só coisa da sua cabeça

Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

http://www.flickr.com/photos/framedview/1536240925/Há uma notícia que é repetida com freqüência na mídia. Você já assitiu essa matéria, um sujeito diz ter comprado pela internet e o produto nunca chegou, a empresa era fantasma. Então reclama da falta de garantias da venda on-line. Depois aparece um “especialista” dizendo o óbvio: compre apenas de sites confiáveis, não forneça sua senha a papagaios, yada, yada, yada.A princípio não há nada de mais nesse tipo de reportagem, é só mais uma matéria fria. Tal qual a “está nevando em São Joaquim”, quando começa o inverno (agora não mais, viva o aquecimento global!),  ou o “políticos aumentam seus salários em 300%”, ou ainda o “esse vai ser o ano do linux”. O típico tapa-buraco para um dia em que nada realmente interessante aconteceu.

Acontece que esse buzz cria uma resistência ao modelo de vendas on-line. Especialmente nos consumidores menos informados, que são a maioria. Não que impeça o segmento de crescer vertiginosamente, mas certamente diminui a velocidade do progresso.

E isso não é ruim apenas para as empresas,  os consumidores é que mais saem perdendo. Eles deixam de aproveitar o conforto de não ter que sair de casa e enfrentar o trânsito, e ainda podem comparar os preços em serviços como o Bondfaro e Buscapé, para evitar a raiva de encontrar o mesmo produto mais barato na vitrine da concorrência um dia depois da compra. Além disso, é comum a mercadoria ter preço melhor na internet do que nas lojas físicas.

Lógico que os riscos existem, mas comprar on-line não é mais inseguro que sair na rua. Basta usar o bom senso, se você não faria negócio com qualquer vendedor, porque faria em quaquer site? Na maior parte das vezes uma simples pesquisa pela reputação da empresa já é suficiente para salvar o consumidor de um golpe.

Compro pela internet há muito tempo. Inclusive pelo Mercado Livre, que muitos dizem ser inseguro. Confesso que fiquei com medo na primeira vez, mas foi infundado, apenas um reflexo dessa campanha do medo. Nunca fui lesado, apenas tomando o cuidado de checar as qualificações dadas pelos outros usuários ao vendedor.

É verdade que existem alguns produtos para os quais o modelo de vendas pela intenet não faz sentido. Mas a tendência é substituir lojas físicas pela web, e empresas do porte da Blockbuster serem vendidas a outras como a Americanas.com é sintomático.

Portanto, sinto muito, jornalistas. Podem devolver o dinheiro dos lobbistas, porque o terrorismo não vai funcionar.  Depois que o sujeito faz a primeira compra pela internet, ele vê que era tudo mentira e não tornará a sair de casa gastar sola de sapato para fazer compras.

Entry Filed under: Divagações, Polêmica. Tags: , , .

Leave a Comment

Required

Required, hidden

Some HTML allowed:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Trackback this post  |  Subscribe to the comments via RSS Feed


Novo endereço

Este blog mudou de endereço. Aponte seu navegador para http://leandro.paralelo22.com.br